Elsa Bettencourt

Tripulante de cabine, escritora

Nascida em 1968 em Lisboa

Elsa Bettencourt, filha de mãe madeirense e de pai açoriano, nasceu em Lisboa no primeiro dia de outubro de 1968, no hospital com o nome da ilha que a acolheu.

 

Começou a escrever na máquina de escrever do pai, ainda antes da escola primária e a pintar nos cantos de todas as folhas.

 

Em São Miguel acabou o liceu, fez o primeiro curso de joalharia, com o mestre José Soares, da Academia das Artes de Ponta Delgada. Interrompeu o curso de línguas e literatura moderna na Universidade dos Açores para começar a voar na TAP Portugal como tripulante de cabine e conhecer o mundo até onde as asas a levam.

 

É jardineira, florista e doceira no livro Sem Ninguém de Pedro Guilherme-Moreira.

 

Em 2014 começa a dar palavras, presença e voz, ao filme sobre a ilha de Santa Maria, Little America, do realizador francês, Marc Weymuller.

 

Em 2016 inicia o projecto de recuperação do bosque centenário da família, com a poesia de todas as artes e os recursos duma ilha com mais de oito milhões de anos.

 

Tem três filhos que são a razão de todos os regressos a casa.

Pinto para prender os pigmentos, da memória à tela. Escrevo para prender a essência dum momento, ao papel. Em quase nenhuma das vezes, é realmente tela ou papel,  mas sim o vidro do meu iPad.

Quando páro  é porque estou a fazer trabalho de campo, em locais onde a parte física exige mais de mim.

 

A ausência de técnicas específicas leva-me a experimentar tudo, dos acrílicos virtuais às aguarelas, do gesso à espátula, dos pasteis secos aos de óleo. Descobri, que esta forma virtual de pintar, me treina o músculo para a forma física de o fazer. 

 

Tenho também uma máquina de escrever, uma app registada pelo Tom Hanks, que é a melhor de todas e sempre com aquele ritmo incomparável duma máquina bem oleada. Não falta o tac tac tac tac, tactac, nem o plim!

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